Foi-se o tempo em que quando falávamos em “assinatura”, a primeira ideia que nos chegava a mente era a de uma caneta, um papel e uma rúbrica. Ao analisarmos o termo com a imagem deste texto, a estranheza é quase certa. Pois é, mais um sinal de mudança dos ventos, e já aviso, eles já estão mudando novamente.
Há algum tempo o termo “assinatura” foi ressignificado, agora seu uso mais comum diz respeito ao seguinte ato: “contrato pelo qual uma pessoa adquire o direito de receber determinada mercadoria ou usufruir de algum serviço.
| Antigamente, a estrutura e suporte para as assinaturas eram de alto valor agregado, somente os chefes de família tinham acesso a elas, um exemplo disso, eram as assinatura de tv a cabo, de jornais, de revistas. Os chefes de família pagavam um pacote de televisão, os canais, as revistas, os jornais que os interessavam, e aos outros membros das família (filhos, cônjuge – geralmente as esposas – restava assistir aos canais e conteúdos escolhidos por esses chefes. O advento da internet possibilitou a massificação das assinaturas, através de tecnologias que baratearam os softwares e acessos a eles, agora, todos os membros da família podem ter acesso a uma assinatura que lhes apeteça, na classe média e alta, jovens que recebem mesada destinam parte da mesma para a assinatura de aplicativos de músicas, por exemplo. Os millennials e em especial os centennials já nasceram com a tecnologia atingindo seu auge, e a interação dos mesmos com a internet e suas possibilidades trouxeram aos lares as facilidades e comodidades do mundo digital, eles mesmos passaram a indicar aos pais a assinatura mensal da aplicativos de Streaming Online, com acesso simultâneo e ainda, personalizado, e ainda com a quantidade de telas que mais se adequar ao tamanho de sua família. Como exemplo prático, na Amazon Prime Video, o pacote com até três telas simultâneas custa a bagatela de R$ 9,90 por mês. E seu pacote de tv a cabo, quanto custa? O futuro dos serviços está dentro dos aplicativos. Qualquer produto do mundo pode ser consumido através de assinatura, até mesmo roupas. Já existem lojas que mediante “associação” ou pagamento mensal de um “valor x” enviam produtos mensalmente para seus associados (ou assinantes). Só para citar alguns dos serviços disponibilizados, barateados e acessibilizados por meio das assinaturas, temos: vídeos, podcasts, edição de imagens e vídeos, jogos de computador, filmes, séries, cursos de todas as sortes, colunas de todos os tipos (beleza, fofocas, economia, setor imobiliário, agropecuária, dentre outros), aluguel de imóveis, meios de locomoção, e ainda dados sobre todos os matizes de interesses. Se restar alguma dúvida, é só checar os dados das Pílulas de Dados que a Datastore tem disponibilizado em suas redes sociais, e através deste blog exclusivo, em primeira mão nossos inscritos (mais um tipo de assinatura, caro leitor), e pasmem com os dados sobre a navegação e hábitos de mídia dos consumidores de imóveis por todo o Brasil. A era das assinaturas já começou, e está presente em praticamente todos os aspectos da vida humana. Esse movimento está diretamente vinculado à aurora dos novos acontecimentos: pessoas que tem menos e usam mais, pessoas que gastam menos, e consomem mais, pessoas que com menos posses, e mais vivências. Não há como negar a praticidade que os produtos por assinatura oferecem para seus consumidores: de lazer à formas de moradia, essa ferramenta simplificou a vida dos seres humanos em aspectos quase inimagináveis. O que se iniciou com aplicativos voltados ao lazer, como Netflix, Amazon Prime, Spotify, dentre outros, agora se estende até aos imóveis, essa “assinaturização” dos serviços tomou novas formas. Uma das mais aclamadas novidades do setor imobiliário, é a possibilidade de se alugar uma casa de forma simples, através de um aplicativo, onde você só precisa informar quanto tempo pretende ficar, e através do qual você só paga pelo tempo da sua estadia – seja ela de uma semana, ou dois anos – podendo ser renovada ou não. Quase a “assinatura” de um imóvel. O mesmo aconteceu com as informações, dados e demais serviços de comunicação, eles migraram para dentro dos smartphones, e agora, cada vez mais são disponibilizados conteúdos informativos, genéricos e gratuitos como forma de se atrair consumidores, que quando se interessam pelo assunto e qualidade das informações dispensadas, podem adquirir as assinaturas (por preços muito acessíveis) para obterem maior profundidade e precisão. Toda essa facilidade só é possível pois parte de um princípio dessa nova década: o USO em detrimento da POSSE. É como se você pudesse, na banca de jornal, comprar somente a seção do jornal que te interessa, sem necessidade de comprar o jornal inteiro, e essa lógica segue para o mercado imobiliário: comprar somente o uso da casa pelo tempo que lhe é necessário, e ainda, podendo estender caso precise. Seja qual for o seu produto, fique atento, A Era das Assinaturas já está batendo a sua porta, e cabe a cada um de nós, nos adequarmos aos progressos dos novos tempos. MD+, seu Mundo de Conhecimento é Aqui. |







