Minhas super-expectativas como palestrante na Expo Digitalks 2023

Vamos lá!

É assim que me sinto nesse momento compartilhando por aqui esse trem super divertido. Eu, brander “mão-na-massa” e Pedro, um exímio escritor de entretenimento, não vamos com certeza falar sobre a importância das IAs ou outro robô que insiste em nos dominar.

Não. Nós vamos conversar sobre contar histórias. Histórias de super heróis.

O Pedro, um amigo de longa data, é o cara que está nessa missão linda: escrever histórias de super heróis – brasileiros! – com qualidade. Sua obra mais conhecida, O Cidadão Incomum, está virando série na Amazon Prime com largada na Comic Con Experience do ano passado por nada mais nada menos que Fernando Meirelles – que produz e dirige a obra.

Cidadão Incomum é sobre Caliel, um ator iniciante de classe média, que enfrenta todas as incertezas, batalhas e decepções de quem opta por viver essa profissão. Sua vida muda drasticamente quando, em uma manhã, acorda flutuando entre o teto e a cama.

Essa é a nossa primeira vez num palco juntos e teremos pouco tempo para desenvolver um pensamento com a profundidade que acreditamos, mesmo assim, acho que poderá ser um bom ponto de partida para falar sobre isso, a principal, mais avançada e sempre atualizada tecnologia do homem: a criatividade.

A cada dia que passa os profissionais que lidam com pessoas (ou seja, todos os profissionais?), têm sido cobrados de terem “identidade” própria. Terem uma história para contar que seja única, matadora, que seja inspiradora.

Normalmente esse exercício de construção era exigido de profissionais de palco, líderes, formadores de opinião. Por estarmos vivendo a exposição da superpopulação de pessoas com mesmas capacidades e diferenciais, os verdadeiros “diferentes” se diferenciam na conexão emocional, no âmbito dos heróis, dos ídolos. No intangível.

“Tua história te precede, fulano”. Preceder-se em suas aventuras, na boca pequena, sempre foi positivo ao herói. A industrialização da boca miúda – as redes sociais – acaba forçando a industrialização do heroísmo e assim criando a urgência da industrialização também dos superpoderes.
Com isso, todo mundo que voa, já não tem mais tanta graça, é preciso algum diferencial além de simplesmente voar.
Pode parecer viagem de doido criativo mas pense: é a exigência máxima – mas velada – que sempre existiu abarrotando de currículos inúteis gavetas e gavetas mundo afora. Hoje, essa gaveta virou vitrine exposta e todo mundo está sujeito a ela.

Nós nem mesmo sabemos como, mas entramos nessa caixa rosa, e lá estamos nós, como bonecas loiras com algum pequeno diferencial de peso emocional entre nós mesmos, felizes nos fotografando e nos exibindo sem nem mesmo entender como isso tudo chegou até ali.

Não dá para continuar carreira, sem parar sequer um minuto para realmente se perguntar “qual é o meu superpoder?”. E não confunda “superpoderes” com “habilidades desenvolvidas”.

Essa identidade própria, essa história única que você e eu precisamos contar faz parte daquilo que você já é. Sim, de um lado, construa silenciosamente o seu cinto de utilidades, suas habilidades, suas ferramentas. Agora, o que compõe os seus poderes vem do berço. No máximo, é epigenético. De qualquer forma, precisa de tempo e esforço para se desenvolver. 

Construir histórias que têm profundidade pede que a profundidade já exista. 
Não venho com a jarra d’água na direção de vossos chopps, caros humanos, mas aceitem: se vão se posicionar heróis, donos e atores de suas próprias histórias, vão precisar com certeza de uma grande dose de autocrítica e com isso autoconhecimento para a construção de uma boa narrativa para sua “história de origem”. Afinal, descobrir em si a origem do seu herói, também é, sempre, descobrir em si a origem do seu vilão.

Não existe uma traquitana. Uma gambiarra. Não é uma ferramenta que repete arte ou texto em processo industrial. Não é um método válido e eficiente que aumenta sua exposição aos seus leads corretos, não é a valorização de tokens não fungíveis ou mesmo a oportunidade de tornar-se visível via algum podcast fera, que sustenta sua história.

Tudo isso é ferramenta necessária sim, cinto de utilidades. O que o faz super, é como você lida e molda de forma criativa o seu superpoder. Seu algo não mensurável, não visível mas real e com certeza complexo o bastante para ser entendido como alta tecnologia.

[ Ah, e antes que comece a buscar um furo, o superpoder do Batman todos sabem: não é seu cinto de utilidades. É o fato de ele ser extremamente rico. Algo que ele já tinha ao nascer. Não adianta… superpoder é aleatório mas está na origem. Identificar, aceitar sua existência e projetar sua utilização da melhor forma possível, isso é a função do herói. Ou do vilão, você quem decide.

Mas qual o motivo disso ser sequer assunto nessa importante plataforma de conteúdos ou mesmo, algo dirigido ao setor especialmente imobiliário? Entender as prioridades para sua sobrevivência em todo mercado que exijam esse contato mais humano que citei lá no comecinho. 

Sim, ter uma boa batcaverna, bons bat gadgets, Alfreds e “Ligas da Justiça” ajudam bastante na venda de um bom discurso heróico. Afinal, quanto mais estrutura, mais nos sentimos estruturados. Considere preocupar-se pela ordem de importância com esses elementos depois de identificar esse tal poder.

É a partir dele que você fundamentará todo o resto. Mais uma vez: o batman só tem um batmóvel porque ele tem muito bat dinheiro para isso. O superpoder dele é ser rico.

Seu superpoder é a empatia? É o cuidado nos detalhes? É a pontualidade? Inventividade? Ser alguém arrojado que assume riscos? 

Eu conheci uma vez um empresário de muito sucesso no ramo imobiliário que um de seus superpoderes era o extremo cuidado com a organização e higiene. As obras dele – mesmo as ainda em chão de terra batida – eram varridas todos os dias no final de cada turno. Impecável. Ele tornou-se um construtor especializado em obras únicas, de altíssimo padrão e eu tenho certeza, é lembrado por seus clientes exatamente por esse tipo de cuidado. 

Você, profissional que concorre pela atenção e intenção de consumo de pessoas variadas, tem a chance, ao se apresentar perante esses, de tornar-se alguém talvez relevante. Tem a chance de mostrar-se talvez interessante.

Tem a chance até mesmo de encontrar na mente desses, um espacinho na memória e quem sabe, tornar-se alguém que mereça ser lembrado. Do contrário, seja sua marca, seja seu nome, seja seu produto, precisarão fortemente do trabalho artificial da propaganda e das mídias. E tudo bem.

Agora, identificar cedo os seus diferenciais – os que possa chamar de superpoderes – te colocará em local de destaque no universo de opções heróicas. E quando alguém gritar por socorro, poderá ser pelo seu nome que chamarão.

Essa história dá muito pano pra manga. Eu volto com certeza. 

Até mais! 

Histórias que têm profundidade são D+!
 




Francine

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