Nos últimos anos, mudanças profundas transformaram a forma como moramos. Para quem atua com desenvolvimento imobiliário, é essencial observar esse novo cenário com atenção estratégica e, principalmente, com escuta ativa do consumidor.
A pandemia, o avanço do home office e a consolidação da vida digital mudaram as prioridades de quem busca um imóvel. Hoje, não se trata apenas de localização, metragem ou número de dormitórios. O que está em jogo é o estilo de vida.
São novas formas de habitar que exigem um olhar mais apurado para planejamento, desenvolvimento de produto, precificação e estratégia comercial.
A seguir, apresentamos os quatro principais perfis do novo morador urbano, com base em tendências comportamentais, em dezenas de pesquisas de demanda realizadas pela Datastore e nas reflexões de Marcus Araujo, referência nacional no comportamento do consumidor imobiliário.
1. Quem quer viver perto de tudo
O tempo se tornou um ativo precioso. Muitos consumidores estão dispostos a pagar mais por um imóvel que simplifique a rotina e reduza deslocamentos. Esse público busca conveniência e mobilidade urbana.
Valorizam imóveis próximos de coworkings, academias, comércio, transporte público e serviços compartilhados, tudo para resolver a vida a pé ou de bicicleta.
Como o mercado deve responder:
- Unidades compactas e bem resolvidas;
- Localização estratégica;
- Plantas inteligentes e funcionais;
- Posicionamento claro: praticidade como diferencial competitivo.
2. Quem busca o “refúgio verde”
Após a pandemia, cresceu a busca por qualidade de vida e contato com a natureza. Esse perfil quer um lar que proporcione bem-estar, equilíbrio emocional e menor exposição ao estresse urbano.
Preferem bairros tranquilos, loteamentos verdes e condomínios com menor densidade, mas sem abrir mão de conectividade e segurança.
Como o mercado deve responder:
- Projetos com áreas abertas, trilhas e paisagismo integrado;
- Conectividade de alta qualidade (internet rápida, serviços de delivery, segurança digital e física);
- Posicionamento que reforce o imóvel como uma vida com propósito e equilíbrio.
3. Quem quer viver e trabalhar no mesmo lugar
O home office consolidou-se como realidade. Esse público busca imóveis que ofereçam flexibilidade e versatilidade, capazes de unir vida pessoal e profissional.
Valorizam ambientes com boa iluminação natural, tranquilidade, internet de alta performance e, em áreas comuns, coworkings, salas de reunião e estúdios criativos.
Como o mercado deve responder:
- Plantas reversíveis e funcionais;
- Áreas comuns que complementam a rotina de trabalho;
- Comunicação que destaque liberdade, produtividade e adaptação.
4. Quem busca praticidade total
Esse é o consumidor mais pragmático: quer agilidade e soluções digitais em todas as etapas da jornada de compra.
Pesquisa tudo online, prefere processos digitais sem burocracia e valoriza imóveis com tecnologia embarcada, como automação e serviços pay-per-use.
Como o mercado deve responder:
- Jornadas digitais completas (do tour virtual ao contrato eletrônico);
- Portaria remota, apps de gestão e automação residencial;
- Conteúdo digital convincente que funcione sozinho.
O imóvel como extensão da identidade
O imóvel deixou de ser apenas um bem material. Hoje, ele representa identidade, estilo de vida, valores e até o futuro que a pessoa deseja construir.
Por isso, entender o desejo por trás da decisão de compra é essencial. Incorporadoras e construtoras que querem se destacar precisam oferecer produtos que despertem pertencimento, propósito e sentido de moradia.
E, antes de lançar qualquer empreendimento, é preciso pesquisar.
A importância da pesquisa de demanda imobiliária
As pesquisas da Datastore permitem identificar comportamentos, mapear perfis e validar ideias antes de lançar. Essa é a chave para:
- Reduzir riscos;
- Melhorar precificação;
- Aumentar a velocidade de vendas;
- Criar produtos alinhados ao consumidor.
Antes de construir, pesquise! A Datastore pode te ajudar nisso.







