Não acredito no velho conceito de super agentes; acredito em super agentes em super equipas e defendo o lema de que “sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe”.
| O super agente, nos dias de hoje, já não é aquele consultor individual que faz tudo sozinho. O super agente existe se for um chefe de equipa ou “team leader“, que concentre o seu tempo nas tarefas de alta rentabilidade, tendo uma equipa que lhe dá suporte nas tarefas de apoio ao negócio. O trabalho é desenvolvido numa óptica de especialização, onde cada um desempenha uma ou várias tarefas, das múltiplas que compõem este negócio, sendo que há uma delegação de funções do team leader na sua equipa. Por regra, esse team leader é um especialista em angariar imóveis delegando nos elementos da sua equipa, muitas vezes, as visitas aos imóveis com clientes compradores. O acompanhamento com clientes compradores exige mais tempo do que aquele despendido com proprietários a angariar imóveis; todavia, a angariação exige mais competências na capacidade de argumentação por parte do consultor do que o acompanhamento a clientes compradores. Desde logo, porque o proprietário é procurado pelo consultor e o comprador é quem procura o consultor. Existe um trabalho backoffice de agendamento de visitas, preparação de estudos de mercado, elaboração de planos de marketing, entre outras tarefas, que são executadas ou por assistentes ou por coordenadoras de equipa, dependendo da dimensão da mesma. O super vendedor, nos dias de hoje, passou a recrutar, formar e reter pessoas e não fazer depender o negócio exclusivamente de si. A profissão de consultor imobiliário é uma actividade solitária, de muita resiliência e de muito trabalho. Nessa medida, trabalhar sozinho, sem estar associado a uma marca, é meio caminho andado para que o consultor se desmotive e desista, por falta de resultados. Embora eu defenda que um consultor é um empresário e que todos os empresários devem ser pessoas auto motivadas, os quase 9 anos que tenho de trabalho e conhecimento imobiliário, dizem-me que, na prática, não é bem assim- sublinho que este é um sector altamente qualificado e profissionalizado; no entanto, continua a ser o dinheiro o factor principal de atração. Se por um lado é o dinheiro que atrai, por outro é a falta de resultados que faz desistir e, em alguns casos, deixando uma má imagem ao sector. Ouço muitas vezes os consultores dizerem: “vou experimentar!” E é aqui que começa a falta de compromisso e noção do que os espera. Enquanto líder e responsável por uma equipa de quase 80 pessoas, o meu principal objectivo é encontrar e reter profissionais alinhados com os meus valores, focados no serviço ao cliente e apaixonados por este sector. Pessoas que estão genuinamente focadas em ajudar os clientes a comprar ou a vender, pessoas que querem entregar o seu melhor, pessoas que vivem esta actividade a 300%, pessoas humildes que estão disponíveis para aprender e melhorar as suas competências, pessoas que entendem que o dinheiro é a soma de todas estas características – e uma consequência, não um alvo. Acredito que o futuro deste sector passa necessariamente por uma maior profissionalização; acredito numa carteira profissional que vai ajudar a triar os profissionais dos curiosos ; acredito que o foco tem de estar no serviço ao cliente. Reunidos estes pressupostos, falamos de super equipas e de super marcas. Até lá, fazemos o caminho das pedras – motivando, formando, dando o exemplo e batalhando – porque somos todos super agentes. Ana Gomes CEO Re/max For.Ever MD+, Seu Mundo de Conhecimento é Aqui. |







